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Conheça as principais tendências de RH para 2020

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Tendências de RH para 2020

Você acredita que o mundo e o mercado de trabalho mudaram muito nos últimos 10 ou 20 anos? Então, prepare-se! Segundo especialistas, a velocidade e o impacto dessas transformações devem se acentuar na próxima década. Não é apenas o chão da fábrica que deve mudar com a Quarta Revolução Industrial.

Os processos de produção, o comportamento do consumidor e do próprio colaborador abrirão espaço para modelos de negócios inovadores e para o surgimento de novas tendências de RH.

Quer conhecer essas tendências e ter uma ideia das transformações que o departamento de Recursos Humanos pode esperar em 2020, 2021 e até mesmo em 2030? Então, não perca este post! Vamos antecipar algumas dessas ideias inovadoras e mostrar como sua empresa pode se preparar para essa nova era. Confira!

O que temos para agora?

O ano de 2020 já está diante de nós. Portanto, ao falar das tendências de RH para esse período, não podemos classificá-lo exatamente como futuro. Nesse caso, estamos abordando algumas novidades que em processo de implementação e que devem se acentuar de forma muito rápida. Saiba quais são elas e avalie se a sua empresa está inserida nesse contexto.

People Analytics

A inteligência artificial está ganhando espaço no terreno da gestão estratégica de RH e é uma das principais tendências nesse departamento. Hoje em dia, os sistemas conseguem coletar, processar e cruzar uma infinidade de dados que permitem entender melhor o colaborador, avaliar seu desempenho, estabelecer padrões e planejar intervenções para melhorar a performance.

As ferramentas para atingir esses resultados já estão disponíveis no mercado. Embora elas ainda possam ser aperfeiçoadas, o que se espera que aconteça, o fato é que suas atuais funcionalidades são suficientes para trazer excelentes resultados quanto à gestão de talentos por uma empresa. O que falta, nesse momento, é que os gestores da área explorem-na em toda sua potencialidade.

Portanto, pode anotar! Conhecer melhor as ferramentas de People Analytics e aprender a usá-las para alinhar a gestão de pessoas à estratégia do negócio precisa entrar na sua lista de prioridades para 2020. Essa será uma competência cada vez mais exigida dos profissionais de RH devido à sua capacidade para impulsionar resultados.

Experiência do colaborador

Já há alguns anos, muitas companhias têm feito um grande esforço para melhorar a experiência dos clientes. Porém, recentemente elas perceberam a necessidade de criar um projeto semelhante, mas voltado ao seu público interno. Trata-se da experiência do colaborador (Employee Experience).

Há muitas razões que tornam essa iniciativa importante e até mesmo indispensável para as empresas. Moldar uma experiência que atenda às expectativas dos colaboradores, proporcione a eles um ambiente de desenvolvimento e realização e incutir o senso de propósito em suas atividades diárias é uma estratégia para recrutar e manter talentos e uma das mais importantes tendências de RH.

Assim, a experiência do colaborador deve começar a ser moldada a partir da própria captação para um processo seletivo. Os diferenciais da organização em todas as suas áreas — propósito, salários e benefícios, oportunidades de desenvolvimento profissional, bem-estar e qualidade de vida — precisam ser pensados para atrair os melhores candidatos do mercado.

Porém, não basta criar essa imagem apenas para o momento da contratação. O RH precisa se certificar de que essas propostas realmente se tornem parte da cultura organizacional e sejam vistos no dia a dia, permeando as ações da empresa e de seus gestores.

Atualmente, as pessoas estão altamente conectadas. Elas compartilham suas experiências em uma série de redes sociais. Assim, as organizações não conseguem controlar os fatos não comunicáveis como antigamente. A péssima experiência de um colaborador com a empresa ou com um gestor provavelmente não ficará restrita ao ambiente corporativo e nem ao círculo próximo dos funcionários. Ela ganha repercussão através das mídias sociais.

Portanto, cabe à organização criar uma vivência positiva para inverter esse processo. Por meio da experiência do colaborador, ela gera uma série de fatos altamente comunicáveis que serão compartilhados pelos mesmos meios. Dessa forma, ela passa a ser atrativa para talentos e constrói uma reputação impecável diante também dos clientes e da sociedade.

Gerenciamento de talentos em tempo real

Algumas práticas estão ficando obsoletas. Por essa razão, uma das tendências de RH para 2020 é substituir a antiga avaliação periódica (geralmente semestral ou anual) por métodos mais dinâmicos de acompanhamento do desempenho de colaboradores.

O mercado já oferece ferramentas que permitem o monitoramento da performance dos funcionários em tempo real. Entende-se que elas trazem diversas vantagens em relação à avaliação periódica e que todos podem se beneficiar com essa agilidade.

Ao monitorar o desempenho com frequência, os gestores conseguem avaliar o impacto de determinados eventos sobre a produtividade e o engajamento da equipe com precisão muito maior. Dessa forma, eles tem a oportunidade de implementar ações rapidamente para corrigir problemas que afetam negativamente a atuação dos colaboradores ou intensificar iniciativas que trazem resultados positivos.

RH mobile e flexibilidade

As telas que usamos no dia a dia são cada vez menores e portáteis. Em resumo, vivemos em um mundo cada vez mais mobile, e os negócios precisam acompanhar essa mudança de hábitos. Essa pode ser uma das principais tendências de RH.

Junto com o RH mobile, vem a possibilidade de trabalho atípico, realizado nos mais diversos lugares: em casa, em pontos remotos, em co-workings e assim por diante. Isso permite que os indivíduos fiquem livres do expediente maçante no escritório e que principalmente tenham a chance de flexibilizar sua rotina de trabalho, tornando-a mais compatível com seu estilo de vida.

Muitas ferramentas facilitam a adoção dessa tendência. Inúmeras plataformas colaborativas permitem que as pessoas contribuam com o projeto da equipe de forma simultânea e remota. Assim, mesmo separadas geograficamente, elas conseguem trabalhar alinhadas a um objetivo comum.

Gamificação no ambiente de trabalho

A gamificação também é uma das tendências de RH muito interessantes. Sua aplicação em treinamentos de colaboradores já é uma realidade, visto que ela ativa áreas do cérebro relacionadas a mecanismos de prazer e recompensa. Dessa forma, ela facilita a retenção das informações na memória de longo prazo, garantindo resultados muito efetivos.

Embora a gamificação para treinamentos tenha resultados espetaculares, essa é uma ferramenta que pode ser aplicada também a outras situações. Algumas delas são a seleção de candidatos externos para uma nova vaga ou mesmo a avaliação de profissionais internos que disputam uma promoção, por exemplo.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, quando a empresa utiliza um game digital, ela não só identifica o conhecimento adquirido pelos colaboradores. A forma como eles reagem a uma determinada situação ou as decisões tomadas durante o jogo também permitem avaliar seu perfil comportamental de forma muito genuína.

Afinal, no jogo as pessoas não utilizam os mesmos filtros comportamentais que mobilizam durante uma conversa ou entrevista, por exemplo. Assim, não existe o risco de elas darem uma “resposta certa” que não é compatível com suas ações no dia a dia. Portanto, a gamificação é uma alternativa lúdica, dinâmica e muito mais precisa de avaliar os candidatos.

O que podemos esperar para depois? Seu RH até 2030

E depois de 2020? Se as tendências de RH que nós mostramos no tópico anterior ainda parecem distantes da realidade da sua organização, talvez o que se espera para 2030 pareça ainda mais distópico. Porém, não se engane! O mercado vive um momento de disruptura, que deve afetar drasticamente.

Essa conclusão não é nossa, e sim de um estudo intitulado Global CEO Outlook. Segundo os dados levantados, “as transformações que ocorrerão nos próximos 3 anos serão muito mais decisivas para a evolução da economia do que os 50 anos anteriores”.

Como você verá a seguir, as tendências de RH para 2030 não se resumem à intensificação da adoção de novas tecnologias. Trata-se de um novo olhar sobre o colaborador e sobre os processos realizados pela organização. Veja a seguir!

Participação intensa da geração Z no mercado de trabalho

A geração Z começou a chegar ao mercado de trabalho recentemente. Porém, a cada ano que passa, a participação desse grupo no mercado de trabalho aumenta e traz novos desafios às organizações. Aos poucos, eles se tornarão um percentual significativo, inclusive na liderança, trazendo impacto à cultura e práticas estabelecidas nas empresas.

Algumas dessas mudanças são a adoção cada vez mais intensa de recursos mobile para a interação e realização dos processos de RH. Esses dispositivos devem estar presentes no recrutamento, nos sistemas da empresa, no treinamento contínuo e em diversos aspectos da organização.

Outra consequência da entrada da Geração Z no mercado é o uso mais frequente de vídeos. Esse grupo está habituado a usar esse formato como um verdadeiro guia para solucionar suas dúvidas e problemas. Portanto, é natural que eles ganhem espaço no recrutamento, onboarding, comunicação interna, treinamentos etc. e estejam entre as tendências de RH em que sua empresa precisa prestar atenção.

Outra tendência que deve se intensificar com o crescimento da Geração Z ao mercado de trabalho é a valorização do coaching e mentoring. É necessário entender que, embora altamente familiarizado com a tecnologia, esse grupo precisa de ajuda para desenvolver habilidades sociais. Tanto eles quanto os mais experientes podem fazer desse contato uma troca produtiva, em que cada um contribui com suas melhores habilidades.

Mindset tecnológico (a tal da transformação digital)

Atualmente, já existe muita tecnologia que pode ser aplicada não só ao RH, mas a todos os outros setores das empresas. Porém, o grande desafio é fazer com que as pessoas se adaptem a elas, aprendam a utilizá-las e utilizem todo o seu potencial para estabelecer diferenciais competitivos para o negócio.

Na prática, podemos dizer que falta um mindset tecnológico. A tecnologia ainda é uma “estranha” que precisa ser aceita, aprendida e incorporada. Existe um processo que, pelo menos por enquanto, ainda não é natural.

Com a chegada das novas gerações ao mercado de trabalho, uma das tendências de RH é que esse mindset tecnológico se torne natural e passe a ser considerado como requisito no processo de seleção.

A questão já não é quando nós usaremos tecnologias como Big Data, Business Intelligence, Inteligência Artificial ou Machine Learning, pois todas essas opções estão à disposição.

Para os próximos anos, é essencial que a força de trabalho comece a pensar nessas ferramentas tecnológicas como opções válidas para facilitar sua vida e rotina de trabalho. Elas serão as responsáveis por realizar não só as tarefas repetitivas e burocráticas. Suas análises serão essenciais para a tomada de decisão cada vez mais estratégica e precisa.

Transformação cultural para ajuste à transformação digital

O RH terá um papel essencial ao moldar a cultura organizacional promovendo um ajuste progressivo e rápido a todos os recursos proporcionados pela transformação digital.

A transformação digital precisa ser considerada como uma parte da cultura organizacional. É necessário que os colaboradores atuais deixem de temê-la, abracem a inovação e aprendam a potencializar seus resultados com os recursos oferecidos.

Por outro lado, esse mergulho na transformação digital é o segredo para atrair as novas gerações, engajar talentos desenvolvidos nessa sociedade conectada e retê-los na organização.

Busca do “trabalhador holístico”

Essa é uma figura detectada a partir de um estudo realizado com 220 experts e líderes corporativos da América do Norte, Ásia e Europa a respeito das tendências de RH que interferirão no ambiente de trabalho nos próximos anos.

A ideia do trabalhador holístico apareceu nas respostas de muitos dos entrevistados. Ela pode ser definida como aquele colaborador que exerce um papel significativo para influenciar a mudança no ambiente corporativo.

Ele entende que o trabalho pode ser recompensador e gratificante e que, ao realizar suas atividades, ele faz uma contribuição para a organização e para a sociedade como um todo.O trabalhador holístico é um indivíduo que não vê um limite claro que distancia seu trabalho da vida pessoal. Por isso, sua atividade profissional é intrinsecamente uma forma de realização.

Isso faz com que, ao ter a liberdade de escolher como, onde, quando e com quem ele trabalha, ele escolhe as organizações com um senso de propósito muito bem definido e dispostas a impactar positivamente a sociedade.

Como você pode perceber, a próxima década será cheia de mudanças estruturais e tecnológicas que atingem os colaboradores das organizações.  No entanto, essas considerações suscitam alguns questionamentos:

Afinal, como está a sua empresa diante dessas tendências de RH? Quais delas já fazem parte do negócio ou pelo menos há um movimento para implementá-las? Que outras não estão nessa lista e que você tem percebido no mercado? Deixe sua resposta nos comentários e enriqueça essa conversa!


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